Dietas restritivas: quem disse que é bom?

As dietas restritivas são regras alimentares que proíbem o consumo de vários alimentos com promessas de benefícios, mas que não têm respaldo científico.

O que isso significa? Para um alimento ter alegação de benefício ou malefício, vários estudos são realizados e os resultados devem ser comparados em diferentes contextos, por diferentes pesquisadores e em diferentes países. Após esses estudos, os pesquisadores chegam num consenso. Foi o que aconteceu com as carnes processadas (embutidos) – linguiça, salsicha, presunto, blanquet, rosbife, entre outros. Isso porque os processos de conservação, como a defumação, a salga, a curar e a adição de conservantes químicos, por exemplo, os nitratos e nitritos, são fatores de risco para câncer de estômago e intestino. Por isso, o seu consumo deve ser desestimulado.

O mesmo ocorre com as carnes vermelhas (boi, porco, cordeiro, etc). As pesquisas mostram que o consumo regular com quantidades maiores que 500g de carne vermelha por semana já aumenta o risco para câncer de intestino.

Fator de risco é qualquer situação que aumenta a probabilidade de ocorrer o problema. É importante deixar isso claro, a carne em si não causa câncer, mas a quantidade e a frequência podem aumentar a possibilidade do surgimento da doença. Por isso, criar estratégias de substituição, preferindo a carne branca, é a melhor opção. Principalmente para quem está em tratamento anticâncer e precisa ter um consumo maior de proteínas, ferro e vitamina B12.

Esse mesmo raciocínio serve para carboidratos. Embora a farinha integral seja mais nutritiva, não podemos dizer que a farinha branca e seus produtos, como o pão e o macarrão, causem câncer.

As dietas restritivas são, muitas vezes, resultado de desespero ou de crenças em dietas milagrosas. Seja como for, elas trazem muitos prejuízos, entre eles as alterações metabólicas, ansiedade, distúrbios alimentares (anorexia e bulimia nervosa), perda de peso com predominância de músculo, irritabilidade, entre outros danos.

Quando se trata de pessoas com câncer, as dietas restritivas podem prejudicá-las gravemente. Eis alguns motivos:

  1. Provocar ou aumentar as deficiências nutricionais;
  2. Causar ou agravar a perda de peso, em especial massa muscular;
  3. Provocar ou piorar a desnutrição;
  4. Afetar o estado físico e emocional do doente
  5. Piorar o seu estado geral.

Adequação alimentar e bom senso são fundamentais para lidar com o câncer e as limitações que a doença impõe, entre elas, as dificuldades de alimentação.  Nesse sentido, buscar uma alimentação compatível para cada caso clínico faz toda a diferença.

Em breve vamos falar do açúcar. Enquanto isso, dê uma olhada nos links abaixo:

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER: Dietas restritivas

AMERICAN INSTITUTE FOR CANCER RESEARCH sobre carne vermelha e embutido

https://www.aicr.org/resources/blog/healthtalk-why-do-nutrition-recommendations-talk-about-limiting-red-cant-i-keep-my-saturated-fat-low-by-simply-choosing-lean-cuts/

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